Big techs e outras empresas de capital aberto estão ajudando a financiar o polêmico salão de baile da Casa Branca planejado pelo presidente Donald Trump, que deve custar cerca de US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão). Lista divulgada pela própria Casa Branca inclui nomes como Amazon, Alphabet, Apple, Microsoft e Meta. As informações são da CNBC.
A Ala Leste da Casa Branca já foi demolida para dar lugar ao salão de baile de 8.400 metros quadrados, fato que gerou indignação pública: em julho, Trump havia dito que a estrutura original da White House não seria modificada.
A Casa Branca descartou a indignação pública com a demolição, classificando-a como “indignação fabricada”. O Departamento do Tesouro, que tem plena consciência da demolição, proibiu seus funcionários de compartilhar fotos.
Em julho, Trump disse que a nova ala ficaria próxima da Casa Branca original, “mas sem encostar, e demonstra total respeito ao prédio existente, do qual sou o maior fã”, disse Trump na época. Quando questionado sobre a demolição na quarta-feira, Trump disse que a Ala Leste era “muito pequena” e “nunca havia pensado que fosse grande coisa”. “Para fazer isso corretamente, tivemos que demolir a estrutura existente”, disse o presidente a repórteres.
Mais recentemente, Trump afirmou que a construção do salão de baile será financiada com recursos próprios e de doadores corporativos e individuais – e que, portanto, não haveria ônus para os contribuintes. O presidente afirmou na quarta-feira (22) que o projeto custará US$ 300 milhões (R$ 1,6 bilhão), acima da estimativa inicial de US$ 200 milhões.
Trump não informou quanto desse dinheiro virá do seu próprio bolso. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, disse a repórteres na quinta-feira que o presidente divulgará sua contribuição.
A Alphabet, proprietária do Google, está contribuindo com US$ 22 milhões (R$ 118 milhões), o que representa cerca de 7% do custo estimado do projeto. A contribuição é resultado de um acordo firmado com Trump no mês passado sobre uma ação judicial movida por ele contra o YouTube (o presidente processou a rede por ela tê-lo banido da plataforma em 6 de janeiro de 2021, depois da invasão do Capitólio).
Os doadores também incluem HP, Palantir, Micron, Coinbase, Lockheed Martin, Harold Hamm, fundador da Continental Resources, e Cameron e Tyler Winklevoss, de acordo com a lista da Casa Branca.
“A Lockheed Martin é grata pela oportunidade de ajudar a tornar a visão do presidente realidade e fazer desta adição à casa do povo um símbolo poderoso dos ideais americanos que trabalhamos para defender todos os dias”, disse um porta-voz da empresa em um comunicado.
A Comcast, atual controladora da CNBC, também está na lista de doadores. A CNBC entrou em contato com a Comcast para obter comentários.
Confira a lista de doadores divulgada pela Casa Branca
- Altria Group Inc.
- Amazon
- Apple
- Booz Allen Hamilton Inc.
- Caterpillar Inc.
- Coinbase
- Comcast Corporation
- J. Pepe e Emilia Fanjul
- Hard Rock International
- HP Inc.
- Lockheed Martin
- Meta Platforms
- Micron Technology
- Microsoft
- NextEra Energy Inc.
- Palantir Technologies Inc.
- Ripple
- Reynolds American
- T-Mobile
- Tether America
- Union Pacific Railroad
- Fundação da Família Adelson
- Stefan E. Brodie
- Fundação Betty Wold Johnson
- Charles e Marissa Cascarilla
- Edward e Shari Glazer
- Harold Hamm
- Benjamin Leon Jr.
- Família Lutnick
- Fundação Laura e Isaac Perlmutter
- Stephen A. Schwarzmann
- Konstantin Sokolov
- Kelly Loeffler e Jeff Sprecher
- Paolo Tiramani
- Cameron Winklevoss
- Tyler Winklevoss






