Com as novas e demandas do mercado corporativo, o LinkedIn deixou de ser apenas uma rede de conexões profissionais e se tornou um espaço estratégico para o trabalho do business influencer — profissionais que compartilham conhecimento em nichos específicos, ajudando marcas a fortalecer sua reputação e ampliar sua visibilidade.
window._taboola = window._taboola || [];
_taboola.push({
mode: ‘organic-thumbs-feed-01-stream’,
container: ‘taboola-mid-article-saiba-mais’,
placement: ‘Mid Article Saiba Mais’,
target_type: ‘mix’
});
“O principal ativo que um profissional tem é o conhecimento que desenvolve ao longo da carreira. Quando ele trabalha sua marca pessoal, passa a ter visibilidade dentro do seu universo de atuação”, diz Luis Claudio Allan, CEO da consultoria People2Biz. “No LinkedIn, isso abre portas tanto para prestar serviços, como consultorias, cursos e mentorias, quanto para parcerias com empresas, atuando como embaixador de marcas.”
O trabalho do business influencer, diz Allan, vai muito além de publicações semanais na rede. Seus conteúdos, que podem abordar desde a rotina de trabalho até análises de casos corporativos, criam uma relação direta com outros profissionais, fortalecendo o engajamento e ampliando o número de seguidores fiéis. Dessa forma, empresas e executivos passam a enxergar nesses influenciadores uma oportunidade de potencializar a representação de suas marcas.
Segundo Allan, o marketing corporativo vem passando por uma transformação: está deixando de ser uma comunicação puramente institucional para adotar uma abordagem centrada em pessoas, o que o mercado chama de People to Business (P2B). E é esse movimento que tem colocado os business influencers no radar das empresas.
“É um trabalho estratégico, em que a credibilidade individual assume um papel central para dar credibilidade às empresas. No fim das contas, o mundo corporativo é feito de pessoas que fazem negócios com outras pessoas”, afirma.
A autenticidade como diferencial
Para Eduardo Bruno, diretor-executivo da Electus RH, a chave do modelo de business influencer está na autenticidade — elemento central na construção de uma relação mais pessoal entre marca e cliente. “Não existe persona de mentira que se sustente. A autenticidade é o que gera conexão”, afirma.
Bruno começou a publicar conteúdos no LinkedIn sobre suas vivências corporativas durante uma transição de carreira, quando percebeu o potencial da rede como ferramenta de conexão e reputação profissional. O resultado veio rápido: em 2020, foi eleito uma das Top Voices da rede; no ano seguinte, foi considerado um dos 20 maiores influenciadores do LinkedIn pelo Prêmio iBest.
Assim como Bruno, Aline Sousa também começou a publicar sobre sua experiência no mercado corporativo durante um período de recolocação profissional, após a maternidade. As reflexões sobre a carreira se tornaram o tema central de seus posts – que, com o tempo, ganharam cada vez mais engajamento.
Eleita LinkedIn Top Voice 2020, Aline compartilha da mesma visão de Bruno sobre o tema. “As pessoas percebem quando algo é real ou não. E quando há autenticidade, a conexão resulta em métricas melhores”, afirma.
Aline destaca que, além da autenticidade, o criador precisa ter planejamento e conhecimento profundo do seu público. “Manter a consistência das publicações é mais importante do que números para ampliar o engajamento e fortalecer a comunidade”, diz.
Bruno dá um exemplo disso. “Tem post com quinze reações que já me rendeu contrato milionário. O LinkedIn é um mar azul de oportunidades — do jeito que você desenhar a sua rede, ela vai responder.”
Estratégia e leitura de dados
Outra competência essencial para que o trabalho do business influencer seja realmente eficaz — tanto em sua atuação individual quanto nas parcerias com marcas – é o conhecimento do público, diz o CEO da People2Biz. Para Allan, é fundamental que o criador analise o desempenho de suas publicações, utilizando as métricas de forma estratégica.
O investimento em tecnologia – com o uso de IA generativa e ferramentas avançadas de vídeo, como Veo ou Sora – também é importante, mas com cuidado, para não afastar o público. Para Aline Sousa, a tecnologia pode até apoiar o trabalho criativo, mas nunca substituir o olhar humano. “As redes sociais são redes de conexões humanas. Se forem tomadas por robôs e conteúdos automatizados, perdem o sentido”, afirma. Para Eduardo Bruno, da Electus RH, “a tecnologia é ferramenta, não substituto. No fim do dia, o que gera conexão é empatia — e isso ainda não dá pra programar.”
“No futuro, quem não trabalhar sua marca pessoal estará fora do mercado”, diz Aline. “O business influencer não é quem busca fama, mas quem constrói credibilidade e conexão. E é por isso que ele continuará sendo essencial”, afirma Eduardo Bruno. Para Alan, os recrutadores de business influencers buscam no LinkedIn muito mais do que um currículo — eles querem entender quem você é, suas soft skills, suas vivências e sua forma de pensar. “Se você não aparece, não é lembrado. E se não é lembrado, não gera oportunidades”, concluiu.
*Com supervisão de Marisa Adán Gil






